<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-37097225</id><updated>2011-04-22T04:35:47.035+01:00</updated><title type='text'>Eduardo Novo</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37097225/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Notícias do Nordeste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10884603007081570217</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>12</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37097225.post-7320751485326928386</id><published>2009-05-30T01:44:00.002+01:00</published><updated>2009-05-30T01:50:07.577+01:00</updated><title type='text'>“O Essencial é Invisível aos Olhos”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#c0c0c0;"&gt;“O Essencial é Invisível aos Olhos” Saint-ExupÈry&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A História é mãe, porque é no contexto do tempo que, como criança que dá os primeiros passos, aprende a lição da confiança: confiança em si, nos outros e em Deus que pouco a pouco vai sentido que Alguém a ampara, e, de facto, ampara mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a História também se apresenta ao homem como mestra. Que ensinamentos nos oferece a unidade curricular que se debruça sobre o passado, para lhe reconhecermos tal atributo? Desde os mais remotos tempos, a História é pródiga em ensinamentos que nos podem ajudar, hoje, a compreender as realidades e desafios mais complexos com que nos deparamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os noticiários, que dia-a-dia nos entram em casa, representam uma espécie de ameaça colectiva à qual ninguém parece poder escapar: a crise paira sobre as nossas cabeças, como espectro ameaçador que semeia o desânimo e espalha a desconfiança entre os homens. Não pretendemos doirar a pirola, nem muito menos tapar o sol com a peneira; pelo contrário, tudo faremos para jamais alimentar a víbora! A História é mãe, porque é no contexto do tempo que, como criança que dá os primeiros passos, aprende a lição da confiança: confiança em si, nos outros e em Deus que pouco a pouco vai sentido que Alguém a ampara, e, de facto, ampara mesmo. Mas a História também se apresenta ao homem como mestra. Que ensinamentos nos oferece a unidade curricular que se debruça sobre o passado, para lhe reconhecermos tal atributo? Desde os mais remotos tempos, a História é pródiga em ensinamentos que nos podem ajudar, hoje, a compreender as realidades e desafios mais complexos com que nos deparamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os noticiários, que dia-a-dia nos entram em casa, representam uma espécie de ameaça colectiva à qual ninguém parece poder escapar: a crise paira sobre as nossas cabeças, como espectro ameaçador que semeia o desânimo e espalha a desconfiança entre os homens. Não pretendemos doirar a pirola, nem muito menos tapar o sol com a peneira; pelo contrário, tudo faremos para jamais alimentar a víbora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importa, antes de tudo, reconhecer que a crise que nos ameaça não é, apenas, económica, como muitos querem fazer crer: ela é, sobretudo e antes de tudo, uma crise de valores, ou se quisermos usar a linguagem bíblica, estamos perante uma nova reedição do pecado colectivo, sistematicamente reiterado ao longo da história, o qual se poderá caracterizar como a utopia do paraíso terrestre que expulsa Deus do seu seio. Como em Babel, baralham-se as línguas … e instala-se a confusão… O homem, esse, entra em desespero, e sente que o mundo desaba sobre si, não restando qualquer espaço para a esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação que hoje vivemos traduz, de alguma forma, situações similares que a História testemunhou. Nesta encruzilhada da vida, com tantos sinais contraditórios e geradores da uma confusão babilónica, urge parar para perguntar: Quem sou? Para onde vou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eleger estas duas questões como objecto de reflexão para este momento de crise é um desafio que nos é feito a todos. Invoquemos S. Paulo, uma das principais figuras da Igreja, cujo retiro forçado pela “queda do cavalo”, o desarmou de tantas certezas e lhe mostrou outro caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esperança é uma das virtudes teologais. Por isso, ao cristão, ainda como S. Paulo, importa que espere contra toda a esperança. O Beato Jorge, em momentos de dificuldade, de verdadeira ameaça de extinção da Ordem Mariana, soube esperar, e exortando os companheiros, dizia: “quando se fecha uma porta, abre-se uma janela”. A conversão de cada um de nós, passa por aí: ser capaz, contra todos os sinais, de reconhecer que, afinal, a última palavra é Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversão significa estar disponível para acolher a Graça, que é por definição uma dádiva de Deus, é o bem maior, que apenas requer uma condição de quem a recebe - um coração aberto para a acolher. A Graça é como a luz: uma vez acesa, afasta a escuridão. Porém, a luz de nada servirá, se recusarmos abrir os olhos e ver uma nova realidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes, na vida, é necessário dar um passo em frente: é um acto de coragem ser capaz de mudar sempre que se reconhece que outro caminho é possível e preferível. Jesus definiu-se a si próprio como “o Caminho”. Não se trata de mais uma alternativa entre outras, mas apresenta-se para o cristão como o único Caminho que nos conduz à casa do Pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é tempo de conversão! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37097225-7320751485326928386?l=noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com/feeds/7320751485326928386/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37097225&amp;postID=7320751485326928386' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37097225/posts/default/7320751485326928386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37097225/posts/default/7320751485326928386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com/2009/05/o-essencial-e-invisivel-aos-olhos.html' title='“O Essencial é Invisível aos Olhos”'/><author><name>Notícias do Nordeste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10884603007081570217</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37097225.post-1276326170016727563</id><published>2008-09-12T10:11:00.001+01:00</published><updated>2008-09-12T10:13:37.172+01:00</updated><title type='text'>Sentidos da Relação com os Outros</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Toda a relação pressupõe a existência de um outro diferente de nós com o qual seja possível um encontro, um diálogo, um "estar com".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alteridade, o ter consciência do existir de um "outro" para além do nosso próprio eu, é assim a condição essencial de toda a relação e por isso uma condição da pessoa. Pessoa esta que é corpo orgânico, mas que se realiza também na gestão do desejo, na vivência da afectividade, no simbolismo da sua linguagem e na procura do encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alteridade liga-se por isso à consciência de uma certa incompletude e exige uma percepção da sua pró¬pria solidão para nos levar à procura de alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa relação com esse alguém possuidor de uma liberdade e de um caminho próprios implica sempre o risco de não ser acolhido por ele. Deste modo, a relação tem necessariamente uma conotação afectiva. Começa por ser um corpo dentro de outro corpo, numa percepção intra¬-uterina, primeiro celular e depois sensorial. Mais tarde é um rosto que nos sorri ou um gesto que nos parece ameaçador para, com o decorrer dos tem¬pos, passar a ser um olhar que nós, numa primeira intuição, pensamos como simpático ou antipático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande dificuldade é cada um libertar-se de si para aceitar quem o procura, ou aquele que nós procuramos, como um próximo. Se a iniciativa do encontro parte do nosso lado será sempre necessário mantermos viva a capacidade de ultrapassar a interioridade do nosso eu, para nos compro¬metermos com a diferença, com os seus sofrimentos, as suas alegrias, as suas circunstâncias que, queiramos ou não, com este aproximar, acabare¬mos por ser também levados a vivenciar. O assumir desta atitude de sair para fora, sem a qual nunca seremos pessoa, implica contudo a necessi¬dade de manter um certo distanciamento, sem o qual não haverá igual¬mente uma verdadeira relação, mas antes uma espécie de fusão que aca¬bará por impedir a interacção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É precisamente no mundo dos cuidados de saúde que esta capacidade de simultaneamente sair "ao encontro de", mantendo a unidade pessoal, se toma mais necessária.&lt;br /&gt;Poderemos mesmo dizer que não haverá um verdadeiro Humanismo dos serviços de saúde sem que esta alteridade seja vivida no dia-a-dia. Isto por¬que o homem doente sofre a enorme angústia de não conseguir ultrapassar a solidão do seu destino, ficando prisioneiro de um sentir-se prometido à morte, e à morte da sua esperança. Na resposta a este apelo, que mais ou menos explicitamente todo o doente lança a quem tem a missão de o tra¬tar, está um dos fundamentos da ética de todo o cuidar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, tanto ou mais ainda do que os médicos, são os enfermeiros que, melhor do que ninguém, terão a oportunidade de experimentar o verdadeiro sentido desta realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua vivência, duma intimidade feita de contactos e de ajuda presencial, quase sempre realizada em situações de fragilidade, pela doença real, ou pelo medo de a ter, exige contudo uma enorme atenção para evitar que qualquer interacção se transforme numa relação de domínio, tanto mais fácil quanto mais o doente é alguém perturbado pelo receio da doença e da morte. O outro grande risco é o daqueles que prestam cuidados de saúde se refugiarem na técnica que, quando não é revestida pela noção de um serviço pleno de humanidade, prestado para lá da perfeição dos gestos profissionais, é profundamente separadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer capacidade relacional, nomeadamente aquela que se realiza nos serviços de saúde, tem alicerces bem longínquos na vida de cada um. Na realidade, o sentido do outro começa a formar-se desde os primórdios da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dos tempos, cada vez me vou convencendo mais de que a qualidade e o tipo das primeiras relações humanas, mãe-filho e pais-fi¬lhos, estão na base de todos os encontros posteriores. É evidente que esse mundo relacional é, no seu início, feito de corpos que interagem através de mediadores hormonais e enzimáticos, com acontece claramente na fase da vida embrionária e fetal. Não podemos porém esquecer que todo o viver psicológico da mãe, no seu querer ou recusar, influencia o valor desta me¬diação orgânica das emoções em que ela, em unidade com o seu filho ainda na fase feto/embrionária, acaba por também ficar mergulhada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37097225-1276326170016727563?l=noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com/feeds/1276326170016727563/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37097225&amp;postID=1276326170016727563' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37097225/posts/default/1276326170016727563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37097225/posts/default/1276326170016727563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com/2008/09/sentidos-da-relao-com-os-outros.html' title='Sentidos da Relação com os Outros'/><author><name>Notícias do Nordeste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10884603007081570217</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37097225.post-3324642739872938157</id><published>2008-03-18T19:54:00.003Z</published><updated>2008-03-19T01:04:02.023Z</updated><title type='text'>Educação, um tesouro que transportamos em vasos frágeis</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Um olhar atento para este rectângulo lusitano a que alguns chamaram jardim plantado à beira-mar e outros a mais antiga nação europeia, com os seus oito longos séculos de história, mas curtos para perceber que a educação é um tesouro que transportamos em vasos frágeis. Não queremos que nos chamem pessimistas, mas não hesitaremos em pegar o touro pelos cornos e chamar às “coisas” pelo nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um país que não estima os professores, que não investe nas escolas que não olha para o ensino como o bem maior de qualquer sociedade, está condenado a ir de arrasto, preso à cauda dos países que fizeram verdadeiras apostas na educação;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um país que justifica os sucessivos cortes no ensino, com o objectivo de equilibrar uma balança financeira, é um país que não percebeu o mais elementar dos segredos do desenvolvimento das nações ilustradas: a educação é a chave do desenvolvimento de um pais;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um país que inventa reformas, seguidas de contra-reformas e, em nome da ideologia presente, rejeita tudo o que vem do passado (mesmo o que é bom), por mais que se esforce, estará sempre na estaca zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras de Alexandre Herculano, não precisam de actualização: elas caracterizam, infelizmente, de forma admirável, a situação de hoje, como a de ontem, como se de uma profecia ex evento se tratasse: já é tempo que a todos chegue o reinado da luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal está atrasadíssimo no que propriamente se diz civilização derivada da ilustração.[…] Se até agora, segundo Chauchard e Munia «guerras contínuas, depois o jugo pesado de Espanha, a opressão da inquisição, e nos últimos tempos, excessos de um governo despótico, impediram (em Portugal) o progresso das ciências e das letras», essas razões de desculpa passaram. A influência dos últimos tempos quase lhes varreu de todo a memória. Chegado é o tempo do trabalho e das melhorias úteis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde vai, pois, o erro? - Em andar a política ao invés: em se estudar a ciência de administrar e reger os povos sinteticamente, e aplicar-se analiticamente. Há políticos, que jamais saíram das cidades, e, nas cidades, de aposentos dourados. Ali leram e estudaram teorias de escritores estranhos e naturais; depois fecharam os livros, e redigiram periódicos, sentaram-se nas cadeiras de legisladores, ou tomaram a pasta de ministros, e confiados esperaram que os casos especiais de arrazoar, de legislar ou de providenciar se lhes apresentassem: apareceram esses casos, e cuidando provê-los, de remédio, ampliaram-lhes paliativos, quando os não pioraram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é, em suma, a história das nossas reformas, e era isto o que se devia ter feito? Ousaremos dizer que não. Deviam-se ter analisado todos os factos sociais do país, e desta análise chegar a uma síntese - a um corpo geral de doutrina política - e aplicar esta, voltando outra vez aos factos, na sua totalidade: mas é o contrário disto que justamente se fez: - daí vêm todos os nossos danos, e a febre moral que nos consome – o desesperar da liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não houve em Portugal uma só providência governativa a bem da verdadeira instrução. A verdade desta proposição se encontra em todas as reformas de instrução pública, feita, no nosso país desde o tempo do Marquez de Pombal. Não remontamos mais longe, porque escusado fora esperá-lo antes da época desse homem, tão grande quanto tirânico e imoral. Ainda hoje, que se tem feito a bem da instrução em Portugal? — Nada; absolutamente nada. Dali provêm que a mudança de instituições políticas, e as reformas legislativas são vãs e inúteis; e as empresas comerciais, fabris, e de todo o género de progresso industrial desbaratam-se e morrem: dali provém que o povo nada tem melhorado com o gozo da liberdade; porque esta, para produzir fruto, carece de bons costumes, e os bons costumes só nascem da instrução geralmente derramada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu querido Portugal, não te queria chorar, já muitos o fizeram, porque gerações e gerações lançaram aos porcos a mais brilhante das pérolas, sem que alguém tenha tido a coragem de a repor no coração dos portugueses: tenho esperança que Portugal caminhará, em breve, à luz da instrução derramada!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37097225-3324642739872938157?l=noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com/feeds/3324642739872938157/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37097225&amp;postID=3324642739872938157' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37097225/posts/default/3324642739872938157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37097225/posts/default/3324642739872938157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com/2008/03/educao-um-tesouro-que-transportamos-em.html' title='Educação, um tesouro que transportamos em vasos frágeis'/><author><name>Notícias do Nordeste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10884603007081570217</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37097225.post-5234068497533773663</id><published>2008-01-14T22:05:00.000Z</published><updated>2008-01-14T22:07:01.890Z</updated><title type='text'>Não são os anos que começam</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#333333;"&gt;Gosto de pensar que não são os anos que começam, mas somos nós! É dentro da nossa vida que conjugamos começos e recomeços, reencontros e descobertas…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz o livro do Eclesiastes: “ Para tudo há um momento e um tempo para cada coisa que se deseja debaixo do Céu: Tempo para nascer e tempo para morrer”…(Ecl3,1-8).&lt;br /&gt;O tempo, que o relógio marca e cada instante que passa, frui, designaram-no os gregos de Kronos. Mas o mesmo tempo que preside à história dos homens foi bafejado com o sopro de Deus em períodos de tempo bem concretos da História.&lt;br /&gt;São tempos oportunos de reconciliação e esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus veio, vem e continua a vir, para nos reconciliar consigo, uns com os outros e connosco mesmo.&lt;br /&gt;Por isso, este é o tempo, por excelência que nos convida à confiança e ao abandono na esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como cada coisa tem a sua cor, cada coração tem a esperança. Havemos de somar projectos, palmilhar destinos, desfiar ocupações…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Esperança é o segredo que nos faz sair de nós, criar e recriar, crer!&lt;br /&gt;Por causa da esperança o comum não nos esvazia, nem o inesperado nos trava; o difícil é olhado com coragem e o tempo feliz vivido com humildade. A esperança é a palavra que traz dentro a Confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fonte da confiança está em Deus que é Amor. O seu amor é perdão, é luz interior. Na carta de Taizé, o Ir. Roger lembra-nos que “ a confiança e a esperança enraízam-se numa presença misteriosa: a de Cristo. Desde a ressurreição, Cristo vive em cada um de nós pelo Espírito Santo, mais ainda, Ele está unido a todo o ser humano sem excepção”. Multidões de seres humanos ignoram que Cristo está unido a eles e não sabem que o seu olhar está poisado sobre cada pessoa…Contudo, Ele está em cada um de nós como um humilde de coração. E a sua voz, tranquila, faz-se ouvir: “ Reconheces o caminho da esperança aberto para ti? Preparas-te para entrar nele?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É exactamente essa experiência de Intimidade com Deus que todos devemos viver.&lt;br /&gt;Ao recordarmos o Êxodo e o chamamento de Moisés, a Bíblia transmite-nos um segredo: o nosso Deus é um Deus a favor da humanidade, um Deus que ouve o clamor dos Homens, vê a aflição do seu povo e se compadece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Deus que escolhe homens para percorrer o Seu caminho - o da liberdade. Ele diz a Moisés” eu sou o que te tira do Egipto” um Deus que constantemente nos chama a sair da terra da desumanidade para nos conduzir a uma terra de fraternidade, de justiça, de paz e de liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Deus que nos escolhe para ser como Moisés, como o Seu Filho Jesus, alguém sensível às necessidades dos outros, presença fiel que acompanha os seus irmãos, companheiro solidário que marcha com o seu grupo, apoiando e desenvolvendo tudo o que possa fazer de nós homens e mulheres livres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que somos frágeis, mas estamos contagiados com uma promessa, uma esperança e uma certeza, somos sonhadores com os pés nos chão, conscientes que neste caminho dinâmico e envolvente, contamos com uma energia que nos vem de outra parte que não apenas de nós, que vem da força de uma Voz que nos impele e fortalece, que nos escolhe e nos conduz a essa Terra Prometida que é nossa, mas que ainda só se avista no horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz que nos chama, nos faz sentir amados e escolhidos para a missão é Jesus, Ele que não indica simplesmente o caminho mas que é o próprio Caminho, a Verdade e a Vida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37097225-5234068497533773663?l=noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com/feeds/5234068497533773663/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37097225&amp;postID=5234068497533773663' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37097225/posts/default/5234068497533773663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37097225/posts/default/5234068497533773663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com/2008/01/no-so-os-anos-que-comeam.html' title='Não são os anos que começam'/><author><name>Notícias do Nordeste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10884603007081570217</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37097225.post-7973621829485038833</id><published>2007-06-03T01:07:00.000+01:00</published><updated>2008-01-12T11:49:29.836Z</updated><title type='text'>Despertar…</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#333333;"&gt;Escrevo do Brasil, de Curitiba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil não é um país pobre. É um país injusto! Profundamente injusto. Talvez um dos mais desiguais do mundo. Se há algo que caracteriza e acompanha o processo de constituição e estruturação da sociedade brasileira, é o “padrão extremamente concentrado de distribuição social da riqueza”.&lt;br /&gt;Padrão este, instaurado já no período colonial (1500-1822), passou pela fase monárquica (1822-1889) e, manteve-se, sem grandes alterações, ao longo do período republicano (pós 1989).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem a independência política de Portugal (1822), nem o início do trabalho assalariado com o “fim” do trabalho escravo (1888), nem a expansão da presença do estado com a instalação da República (1989), nem o dinamismo quantitativo e qualitativo da elite brasileira com o crescimento e diversificação industrial foram capazes de alterar significativamente a distância entre pobres e ricos no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida nenhuma, o altíssimo índice da concentração da riqueza na mão de tão poucos, por um lado, e o altíssimo índice de pobreza, de miséria da grande maioria da população brasileira, por outro, são o maior escândalo e o maior desafio do Brasil.&lt;br /&gt;Por isso mesmo, a luta contra a miséria e a pobreza é, necessariamente, a luta contra a concentração da riqueza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a história não é simplesmente história universal, ou, se assim for, o seu universalismo passa por evoluções e revoluções! Temos que reconhecer os detalhes da vida de um povo: reconhecer as identidades dos sujeitos, as histórias quotidianas que tecem a vida misteriosamente…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas pobres têm as mesmas preocupações que todos: a felicidade, a família, os filhos, os meios de vida, a paz, a segurança, a protecção, a dignidade e o respeito…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anseios dos povos, das sociedades, das culturas, assumem os traços mais próprios da vida e concretizam-se no quotidiano das histórias de mulheres e homens, meninos e meninas, jovens, os quais têm as mesmas preocupações que todos temos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz o relatório do Banco Mundial na sua introdução: “A pobreza dói. Os pobres sofrem uma dor física em consequência de comer pouco e trabalhar muitas horas; dor emocional que está na raiz das humilhações diárias que leva à dependência e à falta de poder e dor moral por se verem forçados a fazer escolhas; por exemplo, se usam os recursos limitados para salvar a vida de um membro da família doente ou para alimentar os filhos. Se a pobreza é tão dolorosa, porque permanecem os pobres na pobreza?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este quadro não me parece simples retórica sobre a situação sócio-política e económica dos continentes mais empobrecidos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, poderia dizer: cada anseio dói! O anseio por liberdade, pela verdade, … doem, assim como dói a sede de Infinito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, a Esperança continua a vir de onde sempre veio: das ruas, dos acampamentos, das periferias, das ocupações, das aldeias, dos movimentos, das organizações pastorais, do saber e conhecimento comprometidos com a justiça social… enfim, da vontade de viver, no sonho, na solidariedade, na fraternidade, na caridade… é aí onde a novidade é re-criada e acreditada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termino com o desafio da pergunta histórica: “Há alguém que nos ouça?” Ousemos afirmar que “outro mundo é possível” sonhando, re-criando, partilhando, articulando e ensaiando forças… mas sobretudo Acreditemos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37097225-7973621829485038833?l=noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com/feeds/7973621829485038833/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37097225&amp;postID=7973621829485038833' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37097225/posts/default/7973621829485038833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37097225/posts/default/7973621829485038833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com/2007/06/despertar.html' title='Despertar…'/><author><name>Notícias do Nordeste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10884603007081570217</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37097225.post-463326728943644552</id><published>2007-04-18T01:53:00.000+01:00</published><updated>2007-04-18T01:55:37.018+01:00</updated><title type='text'>A Ceia de Emaús</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;Numa exposição de arte no Seminário Maior dos Olivais em Lisboa uma tela de tamanho médio, de cores sóbrias atraía irresistivelmente o meu olhar de cada vez que entrava na sala onde se encontrava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refiro-me à Ceia de Emaús, de Rembrandt. Muitas vezes pus-me a ouvir o que me dizia a pequenina tela; muitas vezes, no silêncio abafado do Seminário, imaginei ouvir esses dois homens que tiveram o privilégio de serem nomeados testemunhas de Deus Ressuscitado, esses dois peregrinos, esses dois homens com os quais todos nos parecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sala está cheia de sombras; não vemos as paredes. A luz parece provir do próprio Jesus Cristo. Sobre a mesa, no meio da toalha lisa, está o pão, absolutamente impregnado dum sentido sacramental. Jesus reza; pronuncia talvez a bênção que permitirá reconhecerem-no. Dentro de momentos, partirá o pão. Os dois homens são representados naquele mesmo instante em que o espírito é esclarecido, quando alguma brecha se abre na opacidade da ignorância e da rotina. Esta claridade que os ilumina, de onde vem? Um deles esboça um gesto de retraimento, o outro de adoração suplicante. No mais íntimo do coração, sentem que os queima “essa chama dentro de nós” de que dão testemunho. Jesus vai desaparecer, mas aquele fogo da alma dentro deles não se apagará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mistério Pascal está ali, todo inteiro: o mistério da Presença.&lt;br /&gt;Iam pela estrada fora, cheios de angústia e de desespero. Seria necessário duvidar de tudo, da justiça, da humanidade, do mundo, visto que Ele tinha morrido esse que deixara a mensagem de amor e de esperança e que com uma simples conspiração de sacerdotes fora derrubado? Tudo parecia perdido, aniquilado: eles próprios estariam condenados a voltar à vida sombria, em que o cansaço dos afazeres quotidianos cede o lugar ao cansaço ainda maior de os ter terminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eis que tudo se modificava misteriosamente e a existência deles passava a ter um sentido diferente. O companheiro que subitamente haviam descoberto no meio deles – onde? Como? Poderiam dizê-lo? -, reclamava-lhes uma atenção total, que lhes comprometia todas as forças da alma. Porque (seria unicamente em obediência aos longínquos costumes da hospitalidade judaica?) lhe teriam eles dito ao mesmo tempo: “Fica connosco, porque principia a noite.”?Bastara aquela refeição, aquele gesto de partir o pão, aquelas palavras de amor pronunciadas, para tudo neles se tornar claro; a mesma refeição para a qual todos nós estamos convidados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram, na verdade, homens como nós, homens simples e pobres; não eram apóstolos nem discípulos dos primeiros, e desconheceremos sempre os seus nomes. Se Cristo quis aparecer-lhes, terá sido precisamente por isso, porque não eram nada, nada a não ser os precursores do enorme rebanho que no dia seguinte constituiria a Igreja, os nossos antecessores, em suma, e as nossas testemunhas junto da Presença. Sem dúvida teriam seguido Jesus e ouvido algumas vezes os seus ensinamentos. Sem dúvida. Mas não o bastante para que a sua vida inteira fosse transformada e abandonassem tudo. Homens, como disse, e homens iguais a nós!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tinham fé. À medida que Ele lhes falava, durante o caminho, alguma coisa estremecera neles e os acordara do sono da inconsciência: alguma coisa que morava neles como uma secreta expectativa que ia ser satisfeita. Que tinham feito para merecerem essa graça enorme?? Pouca coisa, talvez!: simplesmente, não se terem oposto à Graça; tinham sido permeáveis ao sopro divino. Esta lição de boa vontade, de fé aceite, é agradável de ouvir. Será verdade que isso basta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente, não é muito fácil. E é por isso que um deles faz esse gesto de retraimento e de surpresa. Mas há também o outro discípulo de Emaús, cujo gesto nos dá a resposta. No silêncio da razão, uma oração, um gesto de mãos que se unem. Uma alma aberta; nada mais nos é pedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eis que tudo o que esta página sublime do Evangelho nos diz se cumpre. Olhai para os rostos desses homens, vede a luz que misteriosamente neles transparece, reflectindo a do rosto divino. Têm o coração tão quente que, indiscutivelmente, a presença se lhes impôs, e já sabem que ela jamais os deixará, porque está em qualquer de nós “mais íntima em nós do que nós próprios”, como dizia um santo e um poeta. Vai acompanhá-los nas suas tarefas quotidianas e até no extremo dos desgostos e da ansiedade. Sabem agora que não estão abandonados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez mais, fico muito tempo imóvel e mudo, diante do pequeno quadro de Rembrandt. Olho para esta cena que resume, pelo génio dum mestre, a dialéctica do destino humano. Abrirmo-nos à Graça, consentir a sua entrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37097225-463326728943644552?l=noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com/feeds/463326728943644552/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37097225&amp;postID=463326728943644552' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37097225/posts/default/463326728943644552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37097225/posts/default/463326728943644552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com/2007/04/ceia-de-emas.html' title='A Ceia de Emaús'/><author><name>Notícias do Nordeste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10884603007081570217</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37097225.post-4127702561382083012</id><published>2007-03-01T21:24:00.000Z</published><updated>2007-03-01T21:44:22.797Z</updated><title type='text'>Homo Vulnerabilis: Da Vulnerabilidade Humana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;A pessoa humana encontra-se na sua vulnerabilidade: ser-se humano é ser-se vulnerável, e é-o inevitavelmente. Atendamos ao significado da palavra vulnerabilidade. Etimologicamente, do latim vulnus, vulneris, o termo sugere a condição de estar ferido, atingido nas suas capacidades, ou limitado nas mesmas. A vulnerabilidade reveste-se da marca da ferida, que caracteriza a condição humana desde o primeiro momento até ao último suspiro: essa marca reconhece-se nas fronteiras das possibilidades da vida da pessoa, fronteiras essas que permanecem como lembrança indelével dessa condição vulnerável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser-se pessoa humana é, assim, irremediavelmente, ser-se vulnerável. Tal condição reflecte-se na experiência de ser pessoa, na medida em que a pessoa humana reconhece os seus limites de acção, de possibilidade e de potencialidade, e vive a experiência do sofrimento, da dor, da angústia, da incerteza, do não-controlo absoluto do advir e, de uma forma muito peculiar e extremamente forte, da morte. Neste sentido, é consequente dizer-se que fazer a experiência da vulnerabilidade é encontrar-se com a verdade inquieta do ser humano. No entanto, ainda que seja evidente que a vivência da vulnerabilidade se dá através de um processo essencialmente negativo (o sofrimento, a dor, a angústia, a incerteza, o não-controlo do advir, a morte...), o processo pelo qual somos confrontados com a nossa vulnerabilidade é também marcado pela positividade, na medida em que a frágil contingência humana se abre à perspectiva do outro como necessário e essencial. Ser-se frágil é também fazer a experiência da necessidade e do reconhecimento do valor do outro: a evidência da vulnerabilidade humana aporta consigo a esperança de que, para lá dos limites pessoais, existe uma outra possibilidade encarnada numa outra pessoa, vulnerável também, ou mesmo num Outro transcendente, que escape às teias da contingência, da fragilidade e do impossível. A pessoa humana torna-se um ser-de-relação na medida em que é vulnerável e na sua condição de vulnerabilidade. Essa condição é porta do reconhecimento da pessoa do outro e do próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pessoa humana encontra-se na sua vulnerabilidade também na medida em que a sua frágil contingência é o espaço em que o ser humano realiza a sua tarefa de auto-descobrimento e auto-realização. O projecto de auto-descobrimento da pessoa humana dá-se na abertura e no reconhecimento da sua condição de fragilidade, ao mesmo tempo que se dá dentro dessa condição. O mesmo é dizer-se que a vulnerabilidade da vivência humana é o locus em que se desenvolvem as experiências e as acções da pessoa humana, nomeadamente, o projecto de conhecimento pessoal. Assim, toda a experiência humana, e nomeadamente o conhecimento que a pessoa humana faz de si, está marcada pela dimensão de contingência frágil. A pessoa é irremediavelmente vulnerável, ao mesmo tempo que o que a rodeia, o que pisa e o que respira são, à sua medida, a marca dessa vulnerabilidade. O ser humano respira vulnerabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pessoa humana encontra-se, ainda, na sua vulnerabilidade na medida em que, através da sua contingência frágil, o ser humano entrevê as suas capacidades, as suas possibilidades, assim como os seus limites e as suas fronteiras. Envolto da bruma da sua vulnerabilidade, o ser humano chega mesmo a conhecer (e a experienciar) a abertura ao transcendente, uma porta entreaberta que o projecta para lá de si mesmo e da sua condição. É ainda uma experiência de fragilidade: no limiar dos seus limites, a pessoa humana alcança uma dimensão de ser que está para lá de si mesmo e que não é uma conquista própria. O ser humano transcende-se na aceitação da sua vulnerabilidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37097225-4127702561382083012?l=noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com/feeds/4127702561382083012/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37097225&amp;postID=4127702561382083012' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37097225/posts/default/4127702561382083012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37097225/posts/default/4127702561382083012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com/2007/03/homo-vulnerabilis-da-vulnerabilidade.html' title='Homo Vulnerabilis: Da Vulnerabilidade Humana'/><author><name>Notícias do Nordeste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10884603007081570217</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37097225.post-116973910653730868</id><published>2007-01-25T15:29:00.000Z</published><updated>2007-01-25T15:31:46.550Z</updated><title type='text'>Agir pensando sempre nos outros como um fim e nunca como um meio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;Parece simples de concretizar. Mas não é…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agir da forma mais “correcta” possível, olhar os outros como se eles fossem o reflexo de nós próprios, fazer aos outros o que gostaríamos que nos fizessem a nós, é tudo muito bonito no papel, na teoria, mas na vida real… não é simplesmente possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como aplicar justiça num mundo em que até o próprio conceito do que é justo ou não, é deturpado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os conceitos são construções humanas, foram criados por nós para servir os nossos propósitos, para nos ajudar a definir a nossa realidade e a passar o nosso conhecimento para as gerações seguintes, de forma a, cada vez mais, “engrandecer” a humanidade, para nos ajudar a caminhar para um saber total, na nossa ânsia de ser algo superior… talvez Deus?…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, vários propósitos há, e alguns bem menos nobres que estes. Próprio da imperfeição da espécie humana, constituídos, em parte por um contacto social, mas também por algo que vem de trás, de muito longe, um instinto que nos torna iguais a todas as outras criaturas desta Terra, o sentido da sobrevivência e da satisfação própria, nós, meros humanos, utilizamos os conceitos e com eles a subjacente linguagem, de uma forma ambígua, deturpamo-los para servir os nossos interesses, para nos fazer sentir bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que queiramos, ou melhor, por mais que façamos o bem (porque querer fazer o bem, só por si dir-se-ia que implica uma acção com vista num ganho pessoal), há sempre um (provavelmente vários) momento(s) em que deixamos de tomar atenção nos outros para nos focarmos em nós próprios, um momento em que sabemos de que alguém necessita de nós e não ajudamos, um momento em que enganamos e mentimos, às vezes sem saber porquê (qualquer coisa de egoísmo que todos temos dentro de nós, herança milenar), um momento em que não somos justos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo tornou-se muito grande, cheio de pessoas, de vidas e de ideias. Só que parece que quanto maior fica, mais vazio se torna. Um sentimento de apatia generalizada invade as pessoas, já ninguém se importa com o que não lhe diz respeito directamente, e quando se auto-justifica os motivos são sempre os mesmos: “há tanta injustiça e eu sou apenas uma pessoa, o que posso eu fazer?”; “não tenho meios para ajudar, lamento…”; “estou-me marimbando para os outros. Se eu estivesse na mesma situação ninguém me ajudava!”. Estes motivos e muitos mais são dados e a apatia permanece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta teia de intrigas, mentiras, apatia, pobres dos que tiveram a roda da fortuna a girar no sentido errado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De quem ou de quê é a culpa? Da globalização? De uma má política governamental? De uma promoção generalizada do Capitalismo, onde o bem material é mais valorizado que a vida humana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu respondo que a culpa é sobretudo nossa. Nossa - do Homem - e se nunca seremos, todos nós, um modelo de virtudes, pelo menos que tentemos sê-lo. Estabeleçam planos para prever e controlar as consequências negativas da globalização, pensem em medidas para corrigir alguns erros governativos, não foquem tanta importância no dinheiro, mas sobretudo promovam uma reflexão para que algo dentro de nós se transforme, para que percebamos em nós mesmos o que poderíamos melhorar, como se ser para se ser mais justo, como praticar o bem comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma palavra de aviso para os que só se preocupam consigo e para os que só se preocupam com os outros. Para os primeiros, lembrem-se que não estão sós no mundo e que a vossa felicidade depende em parte do bem estar e da felicidade dos outros. Para os segundos, lembrem-se que quem dá toda a sua vida pelos outros acaba por perdê-la (e o que somos nós sem a nossa vida?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este texto não procura apresentar soluções mágicas, nem sequer tem grandes fundamentações teóricas, é apenas mais uma opinião entre outras tantas, umas que se publicam, outras que se discutem oralmente, outras que apenas permanecem na nossa cabeça, errantes. Acabo como comecei: agir sempre tendo os outros como fim e não como meio é impossível. Mas se reflectirmos e tentarmos agir desta forma sempre que possível, se tentarmos nunca passar por cima dos outros, apenas para nosso interesse, é meio caminho andado para nos tornarmos mais “humanos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhemos em frente lembrando-nos sempre que somos homens, não deuses. E que aqueles que caminham ao nosso lado são homens como nós. Não tornemos a caminhada deles, que é igual à nossa, mais difícil do que já é.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37097225-116973910653730868?l=noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com/feeds/116973910653730868/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37097225&amp;postID=116973910653730868' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37097225/posts/default/116973910653730868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37097225/posts/default/116973910653730868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com/2007/01/agir-pensando-sempre-nos-outros-como.html' title='Agir pensando sempre nos outros como um fim e nunca como um meio'/><author><name>Notícias do Nordeste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10884603007081570217</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37097225.post-116673192972433908</id><published>2006-12-21T20:07:00.000Z</published><updated>2006-12-21T21:21:28.703Z</updated><title type='text'>Tradições e Símbolos de Natal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;É sempre fortuito compreendermos tudo! Nunca nada é demais… Eis um contributo para conhecermos alguns costumes e práticas que foram crescendo à volta da festa do Natal ao longo dos séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a história litúrgica do Natal estava mais ou menos completa nos princípios do século VII, ela continuou a desenvolver-se no campo das tradições e das devoções populares. Para oferecer uma visão destes últimos aspectos seria necessário fazer conferências ou mesmo até um livro. Seguiremos muito de perto a obra de D. Silva Araújo, SJ: Viver o Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro costume que atrai a nossa atenção é o de representar num presépio o nascimento de Jesus, nas igrejas e nas casas. O vocábulo presépio é de origem hebraica e significa etimologicamente manjedoura. Era frequentemente usado para significar o próprio estábulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calcula-se que a mais antiga representação iconográfica do presépio date de 380. Foi descoberta em Roma, nas catacumbas de S. Sebastião, a decorar uma parede de sala mortuária de uma família cristã. O Menino está deitado numa espécie de mesa, junto da qual se vêem o boi e o burro da tradição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inclusão de um boi e de um jumento deve-se a uma interpretação errada da Bíblia! Atribui-se-lhes a tarefa de aquecerem Jesus com o seu bafo. Atribui-se-lhes também um valor simbólico: uma censura à incredulidade dos homens que se recusaram a acolher e a reconhecer Deus naquele Menino, enquanto os animais O reconheceram: “o boi conhece o seu dono e o jumento conhece o estábulo onde come, mas Israel não conhece, nada entende” (Is 1,3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As representações do presépio sofreram um grande impulso a partir de 1223, ano em que S. Francisco de Assis resolveu fazer um presépio ao vivo em Greccio, com aprovação do Papa Honório, na noite de 24 para 25 de Dezembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que então se passou conta-o Tomás de Celano em 1229, na Vita Prima. Francisco de Assis mandou preparar uma manjedoura cheia de feno e colocou perto dela um boi e um jumento. Sobre a manjedoura foi posto um altar em que se cantou a Missa da meia noite, na qual o próprio santo vestiu a dalmática de diácono. Pela consagração do pão e do vinho, Jesus esteve presente e vivo maquele altar-manjedoura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a descrição de Tomás de Celano vulgarizou-se a representação de presépios com figuras esculpidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A árvore de Natal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ocasião do Natal, costuma usar-se, como ornamento das casas, o pinheiro e o abeto. Isto tem uma explicação que não é incompatível com o presépio, como às vezes se diz. Sendo, quer um, quer outro, de folha perene, simbolizam a vida eterna. Jesus veio para que tenhamos a vida, e a tenhamos em abundância. Ele mesmo se apresentou como o troco de que somos os ramos…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na representação dos “mistérios” medievais era frequente o recurso à “árvore da vida” que, segundo o hino, se transformou na árvore da cruz da qual pendeu o Salvador do mundo. Sendo Cristo, pendente da cruz, o pão vivo descido do céu, costumavam os medievais ornamentar a árvore e o presépio com ofertas, símbolo da Eucaristia. Daí o aparecimento da árvore de Natal, carregada de frutas e guloseimas que Jesus oferece às crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tradição da árvore do Natal é de origem germânica e data do tempo de S. Bonifácio. Foi adoptada, segundo parece, para substituir os sacrifícios do carvalho sagrado oferecido ao deus pagão Odin, levantando-se agora uma árvore em homenagem ao Deus-Menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do pinheiro e do abeto usam-se na quadra natalícia para adorno das casas, outras plantas. Cada uma delas tem o seu significado: o azevinho, por exemplo, com folhas agudas e bagas vermelhas, lembra-nos que Jesus nasceu para usar por nosso amor, uma coroa de espinhos. Simboliza também a sarça ardente, no meio da qual Deus falou a Moisés. Para os pagãos o azevinho era a coroa de Baco, o deus do vinho. Por isso, no princípio era banido das festas cristãs. Os romanos consideravam-no como símbolo da paz e da felicidade, e os celtas usavam-no como remédio e antídoto contra venenos. O azevinho liga-se à história cristã como a planta que escondeu Jesus dos soldados de Herodes. Em compensação, diz a lenda, foi-lhe dado o privilégio de conservar as folhas sempre verdes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O visgo, muito usado na França e na Inglaterra, era uma planta sagrada da religião dos Celtas. É usado como sinal de boa vontade e de paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coroa de louro, pendurada à porta de casa ou por trás das janelas, significa que o nascimento de Jesus foi uma vitória. Desde o tempo dos Romanos que a coroa de louro significa a vitória, a glória, o triunfo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As canções de Natal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São também uma parte importantíssima do Natal popular. Detectamos aqui, uma vez mais, a espiritualidade de S. Francisco de Assis, tão dotada da pobreza de Cristo e tão amante de quanto se relaciona com a sua humanidade. Ele e quantos lhe sucederam muito fizeram para propagar esta forma de colecção de cânticos. Mas as canções tal como as conhecemos actualmente são muito mais produto dos primeiros anos do séc. XIX. A mais famosa canção popular de Natal, “Noite Feliz”, foi cantada pela primeira vez na igreja paroquial de Oberndorf, nas montanhas do Tirol, na Áustria, para preencher uma lacuna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Missa da meia noite, as pessoas estavam acostumadas a ouvir a melhor música. Veio a descobrir-se, entretanto, que o órgão tinha sido danificado pelos ratos e não havia possibilidade de o reparar a tempo. Surgiu então a ideia de uma solução de emergência: compor uma canção para que o organista, exímio tocador de violão, a apresentasse naquela noite. O padre Joseph Mohr fez os versos, o mestre-escola Franz Xavier-Gruber escreveu a música e foi cantada por um coro de crianças acompanhado por um viola de 12 cordas, instrumento típico de Tirol. Isto aconteceu em 1818.&lt;br /&gt;Uma outra tradição do Natal é o Cantar dos Reis. Grupos formados vão de porta em porta entoar canções tradicionais. O canto é acompanhado por instrumentos populares, sendo os mais usados os ferrinhos, viola, o pífaro, o bombo… A tradição popular dos “Reis” inclui quadras alusivas à vida de Jesus, saudações aos donos da casa e familiares e a despedida. O grupo é presenteado com uma oferta em dinheiro, que depois se reparte entre todos e, às vezes é convidado a entrar em casa e petiscar.&lt;br /&gt;O canto dos “Reis” começa, normalmente, em 5 de Janeiro e vai até à festa de S. Sebastião, a 20 do mesmo mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também existe a tradição das “Janeiras”, que se cantam em 31 de Dezembro e 1 de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A troca de presentes faz parte também do ritual popular do Natal. Esta prática e a de enviar felicitações natalícias ter-se-ão exagerado bastante, mas a ideia é boa e casa perfeitamente com o espírito do Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A motivação original foi de natureza religiosa. Era costume levar presentes às crianças na festa de S. Nicolau (6 de Dezembro), o santo que dotou três filhas de um homem pobre. Por isso, as crianças holandesas costumavam colocar os sapatos à porta de casa na noite de 5 para 6 de Dezembro, esperando a visita de S. Nicolau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Alemanha, no tempo da Reforma, transladou-se este costume para o Natal. O portador dos presentes não se chama já S. Nicolau, mas Cristkind, o “Cristo Menino”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O sapatinho do Natal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também há uma lenda para explicar o costume de, no Natal, colocar sobre o fogão o sapato que, depois, vai receber as prendas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, na noite de 24 de Dezembro de 286, os irmãos Crispim e Crispiniano fugiam às perseguições, fartaram-se de bater às portas das casas, mas ninguém lhes deu abrigo. Acolheu-os, numa cabana escondida num bosque, uma viúva, que vivia miseravelmente com o filho. Felizes, os dois irmãos, que eram sapateiros, pediram a Deus que recompensasse a generosidade da viúva. Crispim viu num canto um par de socos velhos, do rapazinho. Fez um par de socos novos e colocou-os na lareira, enquanto a viúva e o filho dormiam. Quando acordaram viram que os dois hóspedes tinham desaparecido e na lareira estava um par de socos novos, cheios de moedas de ouro. Desde então, todas as crianças põem os sapatinhos na lareira, na esperança de que se repita o milagre de S. Crispim, feito agora pelo Menino Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com sapatinho ou não, entre nós é costume presentear as crianças (e não só) com brinquedos na noite de Natal. A data da oferta de tais brinquedos não é a mesma em todos os países. Em Espanha, por exemplo, são entregues a 6 de Janeiro, e simbolizam as prendas que os Reis Magos levaram a Jesus. Quem “traz” as prendas às crianças em Espanha não é o Menino Jesus, mas os “Reis”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os cartões de Boas Festas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece ter sido em Londres, no Natal de 1843, que tiveram a sua origem os cartões de boas festas. Henri Cole, o fundador do Museu Vitória, aflito com muitos negócios, não conseguia tempo para escrever as tradicionais cartas de boas festas. Teve uma ideia: os amigos receberiam apenas um cartão impresso, com pinturas e vinhetas e palavras de felicitações alusivas às solenidades natalícias. Foi uma iniciativa sensacional que em breve conquistou a simpatia geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, cada país tem os seus próprios costumes associados ao Natal. Na Irlanda existia o costume de pôr uma vela acesa à janela na noite de Natal, como sinal de acolhimento à Sagrada Família, e deixar a porta de entrada aberta. Segundo a lenda, o uso de acenderem velas na noite de Natal começou com um sapateiro alemão que vivia numa cabana. Embora pobre, tinha por hábito colocar, na janela da sua cabana, uma vela acesa para guiar os viajantes na floresta durante o período nocturno. Isto levou outros o imitá-lo durante os festejos de Natal e o costume generalizou-se. As velas simbolizam também o nascimento de Jesus, a Luz do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A culinária de Natal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quadra natalícia usa-se uma culinária especial, conforme os costumes das diversas terras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal há as couves com o bacalhau, o polvo e o peru. Dizem ter sido o rei Jaime I de Inglaterra quem fez do peru o prato principal de ementa de Natal, substituindo o porco, que lhe fazia mal à saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na doçaria há uma gama variada: as rabanadas, as sopas secas, as filhós, a aletria, os mexidos, o bolo rei,…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noutros países, há pratos preferidos como o ganso na Dinamarca, as costeletas na Noruega, a perna de porco na Suécia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O bolo rei&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz uma lenda que, quando os Magos foram visitar Jesus, com a intenção de lhe oferecerem como presentes ouro, incenso e mirra, a cerca de 7 Kilómetros do local onde o Menino se encontrava, tiveram uma discussão: qual deles seria o primeiro a oferecer os presentes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução foi-lhes dada por um artesão que, assistindo à conversa, quis ajudar a encontrar uma solução para o problema. Fez um bolo em cuja massa incorporou uma fava. Repartindo pelos três, o primeiro a oferecer os presentes ao Menino Jesus seria aquele em cuja parte se encontrasse a fava. O caso tornou-se conhecido e daí em diante passou a utilizar-se a fava sempre que houvesse necessidade de tirar à sorte uma pessoa para desempenhar uma tarefa ou pagar a despesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma outra lenda que diz ter sido um bolo de fruta seca. Os crentes deviam comer doze daqueles bolos entre o dia de Natal e o dos Reis. A côdea simbolizava o ouro; o miolo e as frutas secas, a mirra; o aroma, o incenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, resta apenas desejar BOAS FESTAS. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37097225-116673192972433908?l=noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com/feeds/116673192972433908/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37097225&amp;postID=116673192972433908' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37097225/posts/default/116673192972433908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37097225/posts/default/116673192972433908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com/2006/12/tradies-e-smbolos-de-natal.html' title='Tradições e Símbolos de Natal'/><author><name>Notícias do Nordeste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10884603007081570217</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37097225.post-116397552575749194</id><published>2006-11-19T22:27:00.001Z</published><updated>2006-11-19T22:38:34.190Z</updated><title type='text'>Bioética: um hino à Vida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:78%;color:#666666;"&gt;&lt;em&gt;Cada vez temos mais consciência de que a ordem mundial só é possível através da ética.&lt;br /&gt;Do debate dos princípios e valores universais.&lt;br /&gt;Da humanização da ciência e tecnologia.&lt;br /&gt;Por tudo isto, nunca é demais falar sobre o que está em questão quando se trata dos avanços da ciência.&lt;br /&gt;A Bioética promove, justamente, uma reflexão consistente e permanente sobre a Vida.&lt;br /&gt;E vale a pena perceber o que está em causa quando se fala da Vida.&lt;br /&gt;E de Bioética.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;Vejamos:&lt;br /&gt;O constante avanço científico e tecnológico traz inevitáveis confrontos com os valores éticos da humanidade. Em causa está, sobretudo, a defesa da vida ou a importância do amor à vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bioética cria um espaço de reflexão sobre estes temas e promove o seu debate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem diga que a ciência perdeu a inocência com a bomba de Hiroxima. E, de facto, durante décadas as questões científicas e médicas não suscitaram grandes polémicas em termos éticos. Provaram, ao longo dos anos, que não há limites para o conhecimento e para o aperfeiçoamento tecnológico, e que essa capacidade mostra a vitória do Homem no controlo do ambiente e na melhoria das condições de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes benefícios têm sido continuamente comprovados sobretudo no combate a doenças graves, mas também na invenção de tecnologias sofisticadas destinadas a melhorar a qualidade de vida dos seres humanos em vários campos, do ponto de vista pessoal e social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor saúde, melhores condições de vida e aumento geral do nível económico (em certas latitudes, note-se!) confluíram para permitir que um número crescente de pessoas tivessem acesso a maior conforto e segurança. Tudo isto foi criado pelo homem “tecnológico” e racional. Mas a bomba atómica veio questionar os benefícios das inovações tecnológicas, supostamente ao serviço do bem-estar do ser humano. Neste sentido, e embora ainda não se falasse de bioética, a II Guerra Mundial foi um marco na história dos princípios éticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paralelamente, a relação médico-doente foi, talvez pela primeira vez, posta em causa: o horror das experiências médicas nazis em seres humanos, nos campos de concentração, obrigou a que se efectivasse, no Código de Nuremberga de 1947, a primeira declaração do princípio de que a investigação em seres humanos carece do seu consentimento prévio. Cinco anos mais tarde, com a Declaração de Helsínquia, este direito voltou a ser consagrado e reiterado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só em 1970 é que o termo bioética surge pela primeira vez. Foi Van Potter, um médico alemão especialista em cancerologia, no sentido de alertar as consciências de que era preciso não separar os avanços dos conhecimentos científicos dos princípios filosóficos acerca da Vida e do Homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Van Potter sublinhou a necessidade de criar uma ponte entre as “ciências e as humanidades”. Este tema, surge nos continentes americano e europeu de duas formas distintas. Na América, numa primeira fase, a bioética prende-se com as questões relacionadas com a investigação científica e, particularmente, com as dúvidas ligadas à suspensão de tratamento vital no caso dos comas e com o limiar da morte. Na Europa, surge mais associada à “explosão da reprodução médica assistida” e ao “nascimento do primeiro bebé proveta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bioética é, assim, um movimento de reflexão sobre a vida. Não só sobre a vida humana, mas sobre todos os organismos vivos.&lt;br /&gt;O avanço da ciência e as questões que inevitavelmente se põem cada vez mais sobre o mistério da vida e da morte antecedem o nascimento. Mesmo antes da concepção do embrião e da sua evolução, o avanço das investigações científicas também se faz sentir e tem enormes repercussões a nível do conhecimento do ser humano, nomeadamente no estudo da genética e do ADN, com todas as implicações que já se conhecem, como a possibilidade da sua manipulação. E esta questão, em particular, tem suscitado enormes controvérsias éticas, como, por exemplo, a clonagem reprodutiva animal e a fecundação inter-espécies. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;Outro dos grandes temas de reflexão da bioética é a possibilidade de manter uma pessoa viva graças aos aparelhos médicos de suporte vital e de saber até onde se deve fazê-lo, ou ainda se é aceitável prolongar a vida de alguém com “tratamentos fúteis, que não vão curar”. A eutanásia tem sido, por excelência, outra das matérias que suscita uma profunda reflexão em termos éticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A função da bioética não é legislar, é equacionar as questões e reflectir sobre elas. Este espaço de reflexão é multidisciplinar, pluralista e democrático, o que significa que a bioética promove o diálogo entre as ciências bioéticas com disciplinas como a filosofia, sociologia, psicologia, direito, economia, politologia e as grandes correntes ético-religiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem especialmente a ver com todos nós e com a forma como nos relacionamos uns com os outros, e com Deus. Isto porque todas as acções humanas que tenham influência noutros seres humanos e interfiram no ambiente em que todos vivemos, devem implicar o reconhecimento de valores éticos. Igualmente importante é ter consciência da medida em que essas acções afectam os mesmos valores. E o primeiro desses valores é o próprio ser humano, em toda a sua complexidade e profundidade, o que abarca as suas necessidades materiais, psíquicas e espirituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ignorar estes valores e praticar actos que de alguma forma afectem os seres humanos, directa ou indirectamente, ou seja, na própria pessoa ou através de modificações no seu meio ambiente, é reduzi-los à condição de meros objectos, negando-lhes a sua dignidade. Neste sentido, a bioética promove o debate sobre as actividades que afectam a natureza e o ambiente, o desenvolvimento populacional, os recursos naturais, a ética empresarial e empreendimentos económicos, os problemas nucleares, os desequilíbrios entre países ricos e países pobres, actos de terrorismo e desequilíbrios ecológicos, entre outras áreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal, desde 1990, existe o Conselho Nacional de Ética, cujos pareceres são consultivos, de carácter não vinculativo. Existem também Comissões de Ética para a saúde a funcionarem em alguns hospitais. Existe um Grupo Europeu de Ética da Comissão Europeia; o Conselho da Europa, assim como a Unesco, têm um Comité de Bioética….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntos, então, assim, por uma maior Humanização, redescobrindo a importância do Amor à Vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37097225-116397552575749194?l=noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com/feeds/116397552575749194/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37097225&amp;postID=116397552575749194' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37097225/posts/default/116397552575749194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37097225/posts/default/116397552575749194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com/2006/11/biotica-um-hino-vida_19.html' title='Bioética: um hino à Vida'/><author><name>Notícias do Nordeste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10884603007081570217</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37097225.post-116324299909336750</id><published>2006-11-11T10:59:00.000Z</published><updated>2006-11-11T11:03:19.103Z</updated><title type='text'>O Personalismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;O Personalismo é antes de mais a compreensão do homem na sua dimensão pessoal (existência incorporada capaz de comunicação). O homem como pessoa é objecto do Personalismo, porém pessoa é aquilo que em cada um não pode ser tratado como objecto. A pessoa exprime-se através da experiência inserida no mundo, numa contínua criação de situações, regras e instituições. Mesmo assim, nada do que a pessoa exprime a esgota nem nada do que a condiciona a escraviza. Pessoa não é uma substância interna escondida por detrás dos nossos comportamentos ou um princípio abstracto dos nossos gestos, é antes uma actividade vivida de autocriação, comunicação, adesão que se apreende e se conhece no seu agir. Em suma, pessoa é uma presença activa, é o lugar da liberdade, uma permanência aberta, um centro de reorientação do universo objectivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pessoa é existência incarnada. O homem é corpo exactamente como é espírito, é integralmente corpo e integralmente espírito. Pelo seu corpo, o homem faz parte da natureza e daí dizer-se um ser natural. Todavia a encarnação não é uma queda, mas o ponto de apoio para a afirmação da transcendência da pessoa, pois se o homem é um ser natural é também um ser natural humano e o homem singulariza-se por uma dupla capacidade de romper com a natureza. A materialidade existe com uma existência irredutível, mas a consciência salva-a da pura dispersão. Assim a pessoa não se reduz à matéria, mesmo incarnada. O meu corpo não é um objecto, pois existir corporalmente e existir subjectivamente é uma só e mesma experiência. Não sou sem o meu corpo, é por ele que me exponho a mim mesmo, ao mundo e aos outros, é por ele que actuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, a pessoa não se contenta com sofrer a acção da natureza, mas volta-se para ela para a transformar e progressivamente lhe impor a soberania de um universo pessoal. Primeiramente, a consciência pessoal assume o meio natural, mas a força da afirmação pessoal destrói obstáculos e rasga novos caminhos. As relações entre o homem e a natureza não são relações de pura exteriorização, mas relações dialécticas de permuta e ascensão. O homem humaniza e personaliza a natureza. A pessoa só se liberta, libertando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pessoa tem movimento para ir mais longe, transcende todas as realizações, através da necessidade do infinito que é um movimento de ser para o Ser. A personalização nunca termina, pois a pessoa é uma permanência aberta, incorporada na natureza, mas transcendendo-a e personalizando-a na medida em que se transcende e se personaliza.&lt;br /&gt;A experiência fundamental da pessoa é a comunicação. A pessoa só cresce na medida em que se purifica do indivíduo que está nela. Isto consegue-o tornando-se disponível, mais transparente a si própria e aos outros. Aquilo que caracteriza a pessoa é o descentrar-se e o abrir-se aos outros, pois, por natureza, a pessoa é comunicável. Só existo quando existo para os outros. O outro não é um obstáculo, mas sim indispensável para o meu desenvolvimento e para a minha existência. O primeiro movimento de uma vida pessoal é um movimento para o outro. A comunicação é própria do homem que vive como pessoa: ser é amar, pois a comunicação equivale ao amor – movimento de doação da pessoa ao outro. O amor é modo próprio da pessoa, o ser pessoal é disponibilidade. O amor é criador, reconhece e quer o outro como outro, quer a sua realização como pessoa e liberdade, procura a comunhão. O movimento de personalização não se faz independentemente da comunicação. Os actos próprios da pessoa no movimento da comunicação são:&lt;br /&gt;-sair para fora de si própria – a pessoa é uma existência capaz de se libertar a si própria, de se descentrar para se tornar disponível ao outro;&lt;br /&gt;-compreender – a pessoa é capaz de sair do seu ponto de vista para se situar sob o ponto de vista do outro; é capaz de captar com a sua singularidade a singularidade do outro, numa atitude de acolhimento, sem usá-lo para si e sem dissolver-se nele, garantindo a sua eminente dignidade;&lt;br /&gt;-tomar sobre si os desgostos e as alegrias dos outros;&lt;br /&gt;-dar - a generosidade dissolve a opacidade, torna-se força viva do ímpeto pessoal;&lt;br /&gt;-ser fiel – o sentido do outro só começa com o respeito do outro, por isso ser fiel é respeitar o outro, tratando-o como sujeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, há que ter em conta que a comunhão nunca se dá em plenitude, porque há sempre algo no outro que foge ao esforço de comunicação e há sempre algo em nós que resiste ao esforço de reciprocidade, pois a nossa existência é inerente a uma opacidade irredutível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A interioridade é complementar da comunicação: o recolhimento (voltar-se para dentro de si próprio) é uma experiência fundamental do homem, pois que atinge o centro da pessoa e atinge-o directamente. A pessoa é olhar para dentro de si nesta tensão de comunicar e ser eu-mesmo. Eu sou um ser singular, que tenho um nome próprio. O lugar que uma pessoa ocupa no universo não pode ser preenchido por outro qualquer.&lt;br /&gt;Sem a vida exterior a vinda interior seria incoerente, e sem a vida interior a vida exterior seria delírio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pessoa não se fecha sobre ela, não se basta a si mesma; pessoa é movimento para ir mais longe até à Pessoa Suprema, na qual se agrupam todos os valores. A Pessoa Suprema é o princípio dos valores que têm lugar na consciência da pessoa e pelos quais a pessoa se personaliza.&lt;br /&gt;O ser pessoal é um ser feito para se ultrapassar; a pessoa é movimento para um transpessoal anunciado pela experiência da comunhão e dos valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra experiência fundamental da pessoa é a liberdade, mas uma liberdade com condições, pois liberdade não é uma coisa nem uma manifestação espontânea, é sim uma experiência interior, é afirmação da pessoa que se vive e não se vê. É a pessoa que se faz livre, pois a liberdade não se fecha contra os determinismos naturais, mas conquista-se por cima deles.&lt;br /&gt;A liberdade é fonte viva do ser, pois a liberdade do personalismo é a liberdade de pessoas situadas e valorizadas. O homem livre é um homem responsável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da relação deve surgir o compromisso. O homem ao escolher com liberdade, compromete-se, pois o homem é os seus actos. Uma teoria da acção é o capítulo central do personalismo. Agir é contemplar de forma desinteressada, é explorar os valores em busca da perfeição.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37097225-116324299909336750?l=noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com/feeds/116324299909336750/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37097225&amp;postID=116324299909336750' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37097225/posts/default/116324299909336750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37097225/posts/default/116324299909336750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com/2006/11/o-personalismo.html' title='O Personalismo'/><author><name>Notícias do Nordeste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10884603007081570217</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37097225.post-116259989318344684</id><published>2006-11-04T00:21:00.000Z</published><updated>2006-11-04T18:05:41.040Z</updated><title type='text'>Gattaca</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;O filme Gattaca com argumento e realização de Andrew Niccol é um filme que fala do futuro, de um futuro não muito distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, o filme começa com duas citações que exprimem bem o desejo indómito que o homem tem em, num dia, num futuro não muito distante, poder vir a controlar todas as realidades do Universo, desde o mais insignificante fenómeno da natureza até à maior maravilha do mundo – a vida humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro do Eclesiastes (séc III aC) é já possível ouvir o gemido inefável do homem que, perante as limitações da sua vida e perante a contingência do seu ser, experimenta a angústia da existência: “Considerem as obras de Deus: Quem poderá corrigir o que Ele fez imperfeito?” No entanto, o homem sempre se esforçou, ao longo dos tempos, por corrigir as imperfeições e as limitações da vida humana. Cedo descobriu o fogo, construiu a roda, fabricou o ferro, o bronze, enfim, descobriu a técnica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem é, sem sombra de dúvida, um ser habitado pelo desejo de ser mais e é talvez este desejo que explica o elevado grau de desenvolvimento da espécie humana em relação às outras espécies animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desejo de um dia poder alterar a Mãe Natureza e a convicção de que a própria Natureza quer que o façamos é um factor que percorre a existência humana em todas as suas dimensões. Na verdade, o homem é um ser mutável e, por isso, um ser que transforma: transforma-se a si mesmo e transforma aquilo que o rodeia. Eis a chave da evolução. No entanto, neste desejo indómito de ser mais, neste anseio humano de poder controlar o Universo é determinante distinguir duas atitudes, radicalmente diferentes, mas em si susceptíveis de confusão: uma coisa é o progresso, outra o progressismo; uma coisa é a ciência, outra o cientismo, uma coisa é a genética, outra o genetismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém hesita em afirmar que a evolução do nível de vida, o progresso da técnica, o avanço da ciência e a descoberta da genética são de todo muito úteis para a construção de uma vida mais humana e para a valorização do homem enquanto pessoa. Todavia, para que isto seja possível é imprescindível um meio-termo. Caso contrário, precipitar-nos-íamos no caos, na escravida, na descriminação e na desumanização. Quando a técnica, a ciência, ou a genética pretenderem ser a última palavra da vida humana corre-se o risco de desumanizar por completo aquilo que há de mais humano no homem. A ciência, a técnica e a genética estão ao serviço do homem para a construção de uma humanidade mais justa, mais equilibrada e mais desenvolvida. Mas quando a tónica recai sobre elas e não sobre o homem em si mesmo, então o homem torna-se um escravo da ciência, da técnica e da genética e, por conseguinte, o sistema de vida deixa de ser uma democracia humanista em favor de uma tecnocracia cienticista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vincent Anton é o protagonista principal do filme. Vincent Anton é um homem normal como todos os homens que estamos habituados a ver no dia-a-dia. Mas este é precisamente aquilo que o distingue dos restantes intervenientes do filme, porque situamo-nos num futuro não muito distante, em que o normal é a reprodução in vitro, geneticamente controlada, através da qual o casal tem a possibilidade de escolher não só o sexo, a cor dos olhos, o tipo de cabelo e as feições do seu filho, mas também tem acesso a um diagnóstico antecipado do recém-nascido, pelo qual é possível saber as probabilidades de possíveis doenças, de problemas cardíacos e da esperança de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vincent foi concebido na riviera de Detroit. Antes diziam que uma criança concebida com amor tinha mais hipóteses de ser feliz. Agora, num futuro não muito distante, já não dizem isso, pois com apenas alguns segundos de vida já se sabe a altura exacta da morte e a sua causa. O protagonista do filme é um inválido, porque concebido de forma natural. A sua medicina preditiva diz: tem 60% de possibilidade de sofrer de problemas neurológicos, 42% de ser maníaco-depressivo, 89% de deficit na perturbação da atenção, 99% de problemas cardíacos, potencial para morte prematura, 32 anos de esperança média de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O irmão de Vincent chama-se Anton e é em tudo semelhante a ele, exceptuando o facto de que foi geneticamente controlado, tendo uma esperança média de vida elevada e um potencial para uma vida bem sucedida. Vincent tem um sonho: sonha em ir para o espaço, porém a única forma de ver interior de uma nave é se for limpá-la. Agora a descriminação tem como base preconceitos genéticos. As entrevistas de emprego reduzem-se a análises de ADN, pois os que são geneticamente superiores têm mais possibilidades de atingir o sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, não existe um gene para o destino. Vincent sonha em ir para o espaço, mas as suas células caracterizam-no como um in-válido, por isso, para poder ir para o espaço tem que trocar de vida com um ser geneticamente superior. Jerome Morrow é um ser dotado de todos os dons necessários para tal missão: tem um quociente genético inesgotável, um coração de touro e uma inteligência sofisticada, porém um dia caiu e ficou paralítico numa cadeira de rodas. O destino escapa a qualquer controlo genético. O Jerome tinha tudo o que era preciso para entrar em Gattaca – central donde partem todos os dias naves para o espaço, habitada apenas por seres humanos geneticamente superiores e, por isso, considerados válidos. Jerome tinha tudo, menos o desejo de viver. Por isso decide emprestar o seu corpo geneticamente perfeito para que Vincent realizasse o seu sonho de ir para o espaço. Vincent torna-se portanto num ascendente emprestado que, todos os dias, tem de se livrar do máximo de pele solta, de unhas e cabelo possível para limitar a quantidade do seu eu inválido que poderia deixar no mundo Válido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jerome Morrow, Navegador de Primeira, está prestes a embarcar numa missão humana de um ano a Titã, a 14ª lua de Saturno. Trata-se de uma missão bastante prestigiante, mas para o Jerome a selecção estava desde logo garantida. Não havia nada de espantoso no progresso de Jerome Morrow a não ser o facto de Jerome Morrow ser Vicent Anton. O filme passa-se à volta das peripécias de Vincent em Gattaca – um inválido que se faz passar por válido usando amostras de ADN, sangue e urina de Jerome Morrow – um ser geneticamente superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultrapassando inúmeras peripécias, por fim, Vincent, consegue realizar o seu sonho de criança – ir para o espaço. Jerome suicida-se. Aqui constata-se bem a importância de um sentido para a vida. A vida com sentido é mais importante que uma vida cheia de potencialidades sem sentido. João XXIII disse um dia que a vida é a realização dos sonhos da juventude; este filme confirma bem esta intuição profética do papa João XXIII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Pessoa apontou apenas duas coisas necessárias para o empreendimento de uma obra: a vontade de Deus e o sonho do homem: “Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.” É a faculdade de sonhar que permite ao homem nunca desistir. É a faculdade de sonhar que faz com que o homem, perante a consciência da sua fragilidade, se sinta forte e se torne forte realmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, “o sonho comanda a vida e sempre que um homem sonha o mundo pula e avança como uma bola redonda nas mãos de uma criança”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37097225-116259989318344684?l=noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com/feeds/116259989318344684/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37097225&amp;postID=116259989318344684' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37097225/posts/default/116259989318344684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37097225/posts/default/116259989318344684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noticiasdonordesteinformativodigitald.blogspot.com/2006/11/gattaca.html' title='Gattaca'/><author><name>Notícias do Nordeste</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10884603007081570217</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
