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“O Essencial é Invisível aos Olhos”
POR: EDUARDO NOVO ...................................Publicado Sábado, Maio 30, 2009

“O Essencial é Invisível aos Olhos” Saint-ExupÈry

A História é mãe, porque é no contexto do tempo que, como criança que dá os primeiros passos, aprende a lição da confiança: confiança em si, nos outros e em Deus que pouco a pouco vai sentido que Alguém a ampara, e, de facto, ampara mesmo.

Mas a História também se apresenta ao homem como mestra. Que ensinamentos nos oferece a unidade curricular que se debruça sobre o passado, para lhe reconhecermos tal atributo? Desde os mais remotos tempos, a História é pródiga em ensinamentos que nos podem ajudar, hoje, a compreender as realidades e desafios mais complexos com que nos deparamos.

Os noticiários, que dia-a-dia nos entram em casa, representam uma espécie de ameaça colectiva à qual ninguém parece poder escapar: a crise paira sobre as nossas cabeças, como espectro ameaçador que semeia o desânimo e espalha a desconfiança entre os homens. Não pretendemos doirar a pirola, nem muito menos tapar o sol com a peneira; pelo contrário, tudo faremos para jamais alimentar a víbora! A História é mãe, porque é no contexto do tempo que, como criança que dá os primeiros passos, aprende a lição da confiança: confiança em si, nos outros e em Deus que pouco a pouco vai sentido que Alguém a ampara, e, de facto, ampara mesmo. Mas a História também se apresenta ao homem como mestra. Que ensinamentos nos oferece a unidade curricular que se debruça sobre o passado, para lhe reconhecermos tal atributo? Desde os mais remotos tempos, a História é pródiga em ensinamentos que nos podem ajudar, hoje, a compreender as realidades e desafios mais complexos com que nos deparamos.

Os noticiários, que dia-a-dia nos entram em casa, representam uma espécie de ameaça colectiva à qual ninguém parece poder escapar: a crise paira sobre as nossas cabeças, como espectro ameaçador que semeia o desânimo e espalha a desconfiança entre os homens. Não pretendemos doirar a pirola, nem muito menos tapar o sol com a peneira; pelo contrário, tudo faremos para jamais alimentar a víbora!

Importa, antes de tudo, reconhecer que a crise que nos ameaça não é, apenas, económica, como muitos querem fazer crer: ela é, sobretudo e antes de tudo, uma crise de valores, ou se quisermos usar a linguagem bíblica, estamos perante uma nova reedição do pecado colectivo, sistematicamente reiterado ao longo da história, o qual se poderá caracterizar como a utopia do paraíso terrestre que expulsa Deus do seu seio. Como em Babel, baralham-se as línguas … e instala-se a confusão… O homem, esse, entra em desespero, e sente que o mundo desaba sobre si, não restando qualquer espaço para a esperança.

A situação que hoje vivemos traduz, de alguma forma, situações similares que a História testemunhou. Nesta encruzilhada da vida, com tantos sinais contraditórios e geradores da uma confusão babilónica, urge parar para perguntar: Quem sou? Para onde vou?

Eleger estas duas questões como objecto de reflexão para este momento de crise é um desafio que nos é feito a todos. Invoquemos S. Paulo, uma das principais figuras da Igreja, cujo retiro forçado pela “queda do cavalo”, o desarmou de tantas certezas e lhe mostrou outro caminho.

A esperança é uma das virtudes teologais. Por isso, ao cristão, ainda como S. Paulo, importa que espere contra toda a esperança. O Beato Jorge, em momentos de dificuldade, de verdadeira ameaça de extinção da Ordem Mariana, soube esperar, e exortando os companheiros, dizia: “quando se fecha uma porta, abre-se uma janela”. A conversão de cada um de nós, passa por aí: ser capaz, contra todos os sinais, de reconhecer que, afinal, a última palavra é Deus!

A conversão significa estar disponível para acolher a Graça, que é por definição uma dádiva de Deus, é o bem maior, que apenas requer uma condição de quem a recebe - um coração aberto para a acolher. A Graça é como a luz: uma vez acesa, afasta a escuridão. Porém, a luz de nada servirá, se recusarmos abrir os olhos e ver uma nova realidade!

Por vezes, na vida, é necessário dar um passo em frente: é um acto de coragem ser capaz de mudar sempre que se reconhece que outro caminho é possível e preferível. Jesus definiu-se a si próprio como “o Caminho”. Não se trata de mais uma alternativa entre outras, mas apresenta-se para o cristão como o único Caminho que nos conduz à casa do Pai.

Hoje é tempo de conversão!

NOTA: Os artigos de opinião não refelectem a linha editorial do Notícias do Nordeste


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